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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ansumane: «Voltar foi como nascer outra vez»

REENCONTROU A FAMÍLIA AO FIM DE CINCO ANOS

 
Ansumane é um jogador especial. Nascido em Bissau, há 23 anos, o avançado do Freamunde já passou por muito até alcançar o sonho de ser profissional. Após uma infância complicada, chegou a Portugal para fazer testes em Alcochete. Durou três meses. Seguiu-se o Candal, o Nogueirense e o Ribeirão, sempre com o topo no pensamento e com a família a depender dos seus rendimentos. Está agora a cumprir a segunda época em Freamunde, assumindo-se cada vez mais como uma das principais figuras da equipa. Pelo meio, Ansumane viu-se a contas com problemas burocráticos que o impediram de se deslocar à sua terra natal. Foram cinco anos sem ver a família, sem poder estar ao lado de quem ama. Como o próprio diz, a vida obrigou-o “a ser adulto à força”, mas isso só lhe deu mais força para lutar.

Tudo se resolveu recentemente e o avançado pode, finalmente, viajar para a Guiné. “Agora sinto-me uma pessoa livre. Foi uma sensação indescritível poder abraçar a minha família depois de tanto tempo. Ia matando as saudades pela Internet, mas voltar e estar com eles ao vivo é como nascer outra vez”, contou Ansumane, que é um apoio fundamental para que os seus familiares possam sobreviver na Guiné-Bissau: “Continuo a ser o sustento da minha família e faço-o com muito orgulho. Sei das dificuldades que eles passam todos os dias e enquanto eu puder ajudar irei fazê-lo.”

Exemplo

Após uma juventude com demasiados contratempos, Ansumane está agora a viver um autêntico sonho. A sua carreira segue a bom ritmo e até já chegou à seleção do seu país. “Alcancei esse sonho e fui considerado o melhor jogador no jogo de estreia, quando existem outros de qualidade na minha posição, como Cícero e o Ivanildo. Não podia estar mais feliz”, afirmou o avançado da Guiné-Bissau, onde a sua carreira é seguida ao pormenor: “A imprensa de lá liga-me todas as semanas para saber como correu a minha exibição no Freamunde. E são muitas as pessoas da Guiné que ouvem o relato e vibram com as vitórias da minha equipa. Sinto-me um privilegiado por poder representar o meu país desta forma e servir como exemplo para os mais novos.”

@Record

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