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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bock faz hoje 37 anos!

Avançado do Freamunde festejou mais de três centenas de golos como sénior mas nunca teve uma chance no principal escalão. No dia em que cumpre 37 anos, admite que empresários não ajudaram.
Bock, capitão do Freamunde e que comemora hoje 37 anos, disse ter feito bem em prolongar a carreira por mais um ano e lamentou nunca ter jogado no principal campeonato. "Sinto-me feliz por estar a justificar a decisão de ter continuado a jogar futebol. Mantenho a alegria de me levantar todos os dias para treinar e só me sinto triste por saber que está a chegar ao fim", disse Bock à agência Lusa.

Numa entrevista em que se dispôs a falar abertamente de tudo, Fernando Jorge Tavares Oliveira, mais conhecido por Bock, disse ter chegado a um ponto em que não pode arriscar fazer planos para o futuro, lembrando que, "nesta fase da carreira, uma lesão grave representa o fim".

Revendo o percurso, iniciado no Passarinhos da Ribeira, seguindo as pisadas do pai, até ao Freamunde, o seu "clube do coração", Bock fala na "história de um rapaz de origens humildes, que sempre correu atrás do seu sonho, mas que, assumidamente, falhou o objetivo principal de jogar na I Liga". A justificação para o sucedido, admitiu, poderá ter passado pela influência dos empresários, garantindo que foi "muito prejudicado", tendo em conta o seu currículo, recheado de golos, que faz justiça à sua condição de avançado.

"Só na formação, desde que me estreei a marcar, ainda infantil, pelo Passarinhos, num jogo frente ao Infesta, e, depois no FC Porto, fiz 630 golos", afirmou, sem hesitar, Bock. O"capitão e referência maior do Freamunde, da II Liga, necessitou apenas da calculadora para somar os restantes tentos apontados como sénior, adiantando, "com grande dose de segurança", ter marcado "mais 306 golos" até hoje.

"A minha relação com os golos tem muito a ver com a minha maneira de sentir o jogo, o gosto de ter a bola, de assumir e não ter medo de errar", explicou, escolhendo o golo marcado ao Desportivo das Aves, há duas épocas, como o melhor da carreira, num lance em que, deixou para trás "cinco ou seis adversários", antes de finalizar.

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